Equipe




Concepção e Direção


Marcela Rabelo é artista da dança, brincante, produtora cultural, designer, professora e pesquisadora em dança e em danças populares de Pernambuco, atuando há mais de 22 anos na cena cultural. É idealizadora da pesquisa “Bailarinas em Suspeição: Mulher, Dança e Trabalho nos Cassinos Pernambucanos (1930–1950)”, que investiga as trajetórias de mulheres que trabalhavam com dança nos cassinos pernambucanos nesse período.7Atualmente integra a Cia. Artefolia, o Maracatu Nação Pernambuco e o Balé Cultural de Pernambuco . Ao longo de sua trajetória, atuou também em grupos da cena pernambucana como Balé Brasílica (Balé Popular do Recife), Batá Kossô, Compassos Cia. de Dança e Grupo Experimental. Facilita oficinas de danças populares em Pernambuco, em outros estados do Brasil e também possui experiência de ensino em outros países como Cuba, Argentina, Estados Unidos, Alemanha, França, Inglaterra e Canadá.É idealizadora e criadora-intérprete do projeto Corpoesia / Dança Inflamada, do espetáculo solo “Obirin-Kunhã: Dança Inflamada” e da Mostra Obirin-Kunhã de Dança, voltada para mulheres da dança e da cultura popular.



Pesquisa e Orientação

Clarice Hoffmann é jornalista e produtora cultural. Como produtora executiva, trabalhou em dezenas de projetos aprovados em editais públicos e privados, como Funcultura, Funarte, Centro Cultural Correios e Rumos Itaú Cultural. Como roteirista de histórias em quadrinhos, foi finalista do Prêmio Jabuti (2020) com O Obscuro Fichário dos Artistas Mundanos, obra baseada na pesquisa homônima que idealizou e coordenou, e finalista do Troféu HQ Mix (2024) com Pedra D’Água. O projeto O Obscuro Fichário dos Artistas Mundanos (2016), idealizado por Clarice, reúne e divulga fichas e prontuários do DOPS sobre artistas que atuaram no Recife e em Pernambuco nas primeiras décadas do século XX, revelando um cenário cultural vibrante e cosmopolita. 







Selma Albernaz é Professora Departamento de Antropologia e Museologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), onde atua nos cursos de graduação em Ciências Sociais (licenciatura e bacharelado), em Museologia (bacharelado) e no Programa de Pós-Graduação em Antropologia.Possui graduação em Ciências Sociais pela UFPE (1991) e em Engenharia de Pesca pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (1989), mestrado em Antropologia pela UFPE (1996) e doutorado em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (2004). Realizou pós-doutorado no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, no Departamento de Antropologia (2010–2011).Tem experiência na área de Antropologia, com ênfase nos temas gênero, feminismo, cultura popular (bumba meu boi e maracatu), raça, identidade e relações entre humanos e não humanos. Ao longo de sua trajetória acadêmica, coordenou iniciativas importantes como o Curso de Graduação em Ciências Sociais (2008–2010), o Curso de Formação de Professores do Ensino Médio Gênero e Diversidade na Escola (EAD), o Programa de Pós-Graduação em Antropologia da UFPE (2012–2014) e o I Curso de Especialização em Gênero, Desenvolvimento e Políticas Públicas (Secretaria da Mulher de Pernambuco, 2014–2015).Desde 1996, é pesquisadora do Núcleo de Pesquisa Família, Gênero e Sexualidade (FAGES) do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da UFPE.


Bailarinas Convidadas


Amanda Andrade é artista da dança, brincante, educadora e pesquisadora, com trajetória iniciada nas danças populares pernambucanas, onde construiu suas primeiras experiências de corpo, cena e comunidade. É licencianda em Dança e possui formação em Danças Brasileiras, sendo também aluna da Escola Municipal de Frevo do Recife, aprofundando sua pesquisa e prática no frevo e nas expressões culturais do território.Atua como professora de dança popular, com experiência na Fundação Cecosne, onde desenvolveu trabalhos com crianças atípicas e neurotípicas, promovendo inclusão, acessibilidade e valorização da cultura popular através do corpo e do movimento.Integra o Bloco Afro Lamento Negro como professora e oficineira de dança afro, fortalecendo práticas educativas e artísticas voltadas à ancestralidade e identidade negra.No universo das manifestações tradicionais, veste o orixá Iemanjá no Maracatu Nação Maracambuco, onde vivencia o sagrado, a cena e a ancestralidade como dimensões inseparáveis do fazer artístico.É proponente do projeto “Corpo e Resistência: Dança Afro na Periferia”, no qual investiga o corpo como território político, memória viva e instrumento de denúncia.Integra também processos criativos como a performance “Pindorasé – O Brasil Antes do Nome”, tensionando narrativas coloniais a partir de estéticas afro-indígenas.Como pesquisadora em formação, dedica-se ao estudo das danças populares, seus atravessamentos com educação, cultura e sociedade, compreendendo a arte como prática de resistência, construção coletiva e afirmação de existências. Amanda integra o elenco da videodança Bailarinas em Suspeição, criando a partir de toda sua trajetória dedicada às danças afro-brasileiras/populares e através da reflexão sobre a vida da bailarina Carmen Brown (atuante no Recife entre os anos 1944-1949).


Giselly Andrade é uma artista da dança pernambucana com mais de duas décadas de atuação, reconhecida por sua contribuição às danças de salão. Iniciou sua trajetória no início dos anos 2000 e consolidou-se como bailarina, professora e produtora cultural, destacando-se pela versatilidade entre linguagens e pela pesquisa artística contínua. Ao longo da carreira, participou de festivais, mostras e espetáculos relevantes, com trabalhos autorais em parceria com outros artistas. Também integra o cenário cultural como agente formadora, com atuação em escolas e projetos que difundem a dança de salão. Sua trajetória inclui ainda a produção executiva de obras cênicas, como o espetáculo “Negrô”, evidenciando seu envolvimento com a valorização da cultura afro-brasileira e o Festival Estatuto Gafieira Recife, que esse ano completa 10 edições, e reúne grandes artistas das danças a dois do Brasil. Giselly Andrade mantém uma atuação contínua na cena artística de Pernambuco, aliando prática pedagógica, criação e produção cultural. Atualmente, dirige a Uno Companhia de Dança e o Uno Espaço Criativo de Dança, consolidando uma trajetória marcada pela excelência técnica e sensibilidade artística. Giselly integra o elenco da videodança do projeto Bailarinas em Suspeição, por toda sua trajetória dedicada à dança a dois, e através da reflexão sobre o duo de bailarinas Cecy e Marga e da bailarina Maria Lino (atuantes no Recife em 1936 e em 1938, respectivamente).


Júlia Franca é bailarina e servidora pública, formada em Direito pela UNICAP e pós-graduada em Dança Educacional e Artes Cênicas. Iniciou sua trajetória na dança em 1994, no Studio de Danças (Recife/PE), com formação clássica pelo método russo Vaganova.Ao longo da carreira, integrou grupos como Studio de Danças, Cia Vias da Dança e Cais Cia de Dança, participando de processos criativos e da cena contemporânea. Sua formação técnica inclui estudos com nomes como Ruth Rozenbaum, Luiz Roberto da Silva, Duda Braz, Flávia Barros, Giseli Alcântara, Maria de Fátima Guimarães, Jane Dickie, Marcelo Pereira, Dielson Pessoa e Boris Storojkov.Em palco, atuou em importantes balés de repertório, como Coppélia, Giselle, Dom Quixote, La Bayadère, O Quebra-Nozes, Paquita, O Corsário, A Bela Adormecida, La Fille Mal Gardée e Sonho de Uma Noite de Verão.Desde 2014, é servidora do TRT-6, conciliando a atuação no campo jurídico com a dança. Sua trajetória inclui participação em formações e eventos como o Festival de Dança de Joinville, o RECDANÇA e oficinas da São Paulo Companhia de Dança, compreendendo a arte como prática contínua de expressão, refinamento técnico e pertencimento cultural. Atualmente Julia também realiza aulas de danças brasileiras/populares com intuito de se aproximar mais das tradições, compreender seus processos históricos através da dança. Júlia integra o elenco da videodança do projeto Bailarinas em Suspeição, por toda sua trajetória dedicada à dança e através da reflexão sobre a bailarina Lilia Naldi (atuante no Recife em 1947).


Fotografia e Câmera 



Morgana Narjara é fotógrafa e videomaker pernambucana, com formação em Comunicação Social – Rádio, TV e Internet pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Iniciou sua trajetória na fotografia em 2012, ainda durante a graduação, e já em 2013 passou a atuar profissionalmente, registrando e produzindo audiovisual para a vibrante cena cultural de Pernambuco. Desde então, vem construindo um trabalho sólido na documentação de espetáculos de teatro, dança e música, além de festivais e eventos culturais como Transborda Usina Teatral, Cena Cumplicidades, Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, Baile do Menino Deus e Proscenium!. Seu olhar sensível e atento também se desdobra em projetos autorais de fotografia e vídeo, que dialogam com território, corpo e memória. Paralelamente, compartilha seu conhecimento por meio da facilitação de oficinas de fotografia e audiovisual, fortalecendo o acesso à linguagem imagética em diferentes contextos. Morgana está conosco na Direção de Fotografia e Câmera que Dança na captação de imagens da videodança e dos registros do projeto de pesquisa!